Os Omegas que não tivemos

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No post anterior contei sobre a história do Omega no Brasil, agora vou mostrar algumas versões que não tivemos aqui. Vou começar com algumas que não fizeram falta (ou não). Na Europa o Opel Omega tinha algumas motorizações que não vieram pro Brasil, a mais fraca era um 1.8 8V com potencia entre 83 cv (modelos mais antigos com carburador) e 112 cv (já com injeção eletrônica), também tiveram um 4 cilindros de 2,4 litros e 125 cv. Dentre os 6 cilindros em linha um 2.6 de 150 cv. Outra opção que nunca tivemos foi o motor à diesel, o Omega podiar vir com duas variações de um 4 cilindros de 2,3 litros, uma aspirada de 73 cv e uma turbinada de 90 cv (101 cv a partir de 1988). Esse motor 1.8 e o 2.3 diesel eram muito fáceis de serem encontrados no modelo de entrada LS, que era mais pelado do que o GL brasileiro e era muito usado como táxi, carro de frota ou viatura policial (nesse caso com um motor mais potente).

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Omega to the people!

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A perua Omega Caravan tinha uma versão furgão.

Agora é a parte que vai fazer os leitores ficarem nervosos com a General Motor do Brasil, a começar com um derivado do Omega que foi flagrado em testes, mas acabou não sendo fabricado aqui: o Senator. O Opela Senator era um sedan maior do que o Omega e que usava a mesma plataforma. Os motores eram sempre 6 cilindros e iam de um 2.5 até o 3.0, o mesmo que foi usado no Omega nacional.

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Por pouco esse não foi o sucessor do Opala.

Em 1990 o motor 6 cilindros de 3 litros recebeu uma versão com comando de válvulas duplo, 24 válvulas e coletor de admissão variável, esse motor produzia 204 cv e foi usado tanto no Omega quanto no Senator. No Omega ele foi usado tanto no topo de linha CD quanto no 3000, um modelo com pegada mais esportiva e body kit diferenciado, suspensão esportiva e diferencial de deslizamento limitado (LSD). O Omega 3000 24v fazia de 0 a100 km/h em 7,6 segundos e atingia 240 km/h de velocidade máxima.

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Pelo menos as rodas do Omega 3000 foram usadas no GLS nacional.

Para poder correr na DTM (campeonato de turismo alemão) foi feita uma edição limitada de homologação: o Omega Evolution 500, que vinha equipado com uma versão mais potente do 3.0 24v, preparado pela  Irmscher, de 230 cv. Externamente o Evo 500 era identificado pelos pára-choques esportivos, pelos arcos de roda traseiros circulares, pelo aerofólio regulável e pelas rodas de 18 polegadas.

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Falando em Irmscher, essa preparadora tinha algumas opções de melhorias bastante interessantes para o Omega e para o Seantor, uma delas era o seis cilindros de 3,6 litros 12v, derivado do 3.0, que produzia 200 cv. Mas o mais interessante era o motor de 4 litros e 24 válvulas de 272 cv, que fazia do Senator um dos sedans mais rápidos do mundo na época, com aceleração de 0 a100 km/h em 5,8s e máxima de 256 km/h. Todo esse desempenho era escondido por uma carroceria discreta, apenas as rodas, a grade e alguns spoilers denunciavam que este não era um Senator de vovô.

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Opel Omega B

A segunda geração do Omega foi lançada em 1994 e veio com um estilo mais arredondado, bastante moderno para a época. A plataforma era uma evolução da plataforma V usada no Omega anterior e muitos componentes foram reaproveitados, inclusive o motor de 4 cilindros e 2 litros, que podia vir em duas versões: uma com 8 válvulas e 116 cv e outra com 16 válvulas e 136 cv. O antigo 6 cilindros em linha foi substituído por um V6 com uma exótica inclinação de 54° entre as bancadas, comando duplo e 24 válvulas. O V6 podia ser de 2,5 litros e 170 cv ou de 3 litros e 211 cv.

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O Omega B passou por uma pequena reestilização em 1999, recebendo grade, pára-choques e lanternas traseira novas. os motores 2.0 foram aposentados e substituídos por um 2.2 16v de 145 cv, o V6 2.5 cresceu para 2,6 litros, produzindo 170 cv, e o 3.0 aumentou para 3.2, produzindo 218 cv. O interior também foi renovado com um console central novo e a opção de GPS. Em 2003 o Omega parou de ser produzido na planta de Rüsselsheim, Alemanha, e, assim como aconteceu mais tarde no Brasil, não teve um sucessor à altura.Imagem

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3 comentários sobre “Os Omegas que não tivemos

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