Tempos de crise

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Os impactos da primeira crise do petróleo na indústria automotiva norte americana no início dos anos 70 foram bastante severos, o embargo quase quadruplicou o preço do precioso suco de dinossauro. Junto disso vieram leis de controle de emissões e segurança que contribuíram para piorar a situação dos carros americanos. Os motores V8 foram perdendo potencia, obrigando os fabricantes a lançarem carros menores e mais econômicos. A Ford lançou o seu em 1971, o carro se chamava Pinto e tinha porte similar ao do nosso conhecido Chevrolet Chevette.

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O Mustang entra nessa história em 1973, o pony car sempre foi um dos principais produtos da Ford e precisava se adequar aos novos tempos para continuar vendendo bem. Lee Iacocca decidiu que o melhor seria passar o Mustang para a plataforma do Pinto e o Mustang II foi lançado em Setembro de 1973 como modelo 74. O estilo estava de acordo com as tendências da época e os motores 4 cilindros 2,3 e V6 2,8 eram modernos e proporcionavam a economia tão desejada pelos consumidores, porém o desempenho não chegava perto dos antigos 351, 390, 428 e Boss 302. Os níveis de acabamento podia ser um básico sem nome, o luxuoso Ghia ou o esportivo Mach 1. Foram vendidas 296.041 unidades no primeiro ano.

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O primeiro Mustang nasceu da costela de um Falcon, esse de um Pinto

Para a alegria de quem procurava o Mustang atrás de um esportivo barato, um motor V8 voltou a ser oferecido em 1975. A adaptação do cofre do motor para receber o 302 Windsor foi feita em conjunto com a Ford mexicana, que oferecia esse motor no Mustang II desde o lançamento. Esse motor era chamado de 5.0, abandonando a antiga nomenclatura que adotava polegadas cúbicas, a potencia era de 142 cv líquidos. O V8 empurrava o Mustang II para 100 km/h em 10,5 segundos, o motor tinha potencial para fazer melhor do que isso, mas a legislação americana não permitia que ele fosse explorado.

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Em 1975 foram apresentados dois pacotes estéticos: Stallion e Cobra II, ambos podiam ser aplicados com qualquer motorização. Em 1978 foi lançada a edição limitada King Cobra, com splitter dianteiro, uma cobra pintada no capô e motor V8.

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Com mais de 1,1 milhões de unidades vendidas, o Mustang II foi um sucesso de vendas, provando que Lee Iacocca agiu certo ao passar o pony car para a plataforma Pinto. Atualmente a muitos dizem que o Mustang II foi um carro patético e vergonhoso, mas os números de vendas e avaliações da época desmentem isso. O desempenho podia não ser dos melhores, mas o Mustang II ajudou a Ford passar pela crise e foi responsável por manter o nome Mustang.

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